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Alternativa para o acompanhamento de crimes

Diretor do Instituto Elo desenvolve instrumento prático-teórico para agregar no monitoramento da dinâmica criminal

Garantir uma leitura mais eficaz para a definição de prioridades de intervenção pelo poder público. Esse é um dos objetivos do recém-divulgado Índice de Controle de Homicídios e Crimes Violentos, que acaba de ser divulgado pelo Instituto Elo. O IC2 (que é a sigla do índice) pretende constituir-se como um instrumento diferenciado, representando uma medida comparativa para avaliar resultados no controle de taxas de assassinatos e crimes como assaltos, sequestros, estupros e tentativas de homicídio.
 
A ferramenta foi desenvolvida com base nos seisanos de trabalho com segurança pública do sociólogo e diretor institucional do Instituto Elo, Alexandre Compart. Com base em sua experiência, ele aponta que a leitura de cenários a partir das taxas de fenômenos com grande amplitude de variação espacial e temporal, como no caso dos índices de homicídio e crimes violentos, é tarefa árdua mesmo para especialistas na área. “Atento a isso, o IC2 permite sintetizar informações, facilitando o acompanhamento e a leitura comparativa de resultados, inclusive, por não especialistas”, ratifica o sociólogo.
 
Alexandre explica ainda que a simples comparação entre taxas, como frequentemente é feito, leva a uma leitura fragmentada e, portanto, inadequada: “Apenas comparar valores absolutos sem levar em consideração o universo populacional de cada lugar e o histórico dos indicadores significa perder de vista fatores que são fundamentais para uma melhor compreensão sobre a representatividade e evolução das dinâmicas criminais. Por isso, a definição de um índice que relaciona essas questões é interessante e essa foi a intenção com o IC2”.
 
Ainda sobre isso, o sociólogo acrescenta: “As inúmeras possibilidades de combinação comparativa de taxas pode levar, ou leva muitas vezes, a um baixo nível de compreensão ou à má utilização da informação. As unidades de comparação podem ser escolhidas de acordo mais com a conveniência do que com a necessidade de contextualização dos dados”, argumenta Alexandre, lembrando que o acompanhamento das séries históricas entre as unidades de comparação é uma informação relevante, mas muitas vezes omitida.
 
Projeto piloto
Com o objetivo de testar a nova ferramenta, a qual considera aberta a críticas e ainda em construção, Alexandre conta que o índice foi submetido a um primeiro uso, à título de exercício: a classificação anual de municípios mineiros com população superior a 100 mil habitantes, quanto ao desempenho no controle/redução das taxas de homicídios e crimes violentos, de 2008 a 2012.
 
Nesta aplicação, ressalta o sociólogo, o IC2 combina duas dimensões: a evolução das taxas de homicídios e crimes violentos do município sob comparação, em relação aos demais municípios com mais de 100.000 habitantes, por meio do Índice de Evolução Temporal Comparada (IETC); e a dimensão da ocorrência de homicídios e crimes violentos do município sob comparação, em relação aos demais municípios com mais de 100.000 habitantes, por meio do Índice de Dimensão Comparativa (IDC).
 
Alexandre destaca ainda que a estatística foi composta a partir de dados oficiais sobre a ocorrência de homicídios e crimes violentos.
 
Então, confira a fórmula completa e os primeiros resultados obtidos clicando aqui.
 
 
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