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Novos produtos e mais participação

Qualificação na ponta de atuação é um dos objetivos principais dos estudos elaborados pela parceria entre Seds/MG e Instituto Elo

Esse texto é continuação da matéria 'Parceria e colaboração' do Prevenção em Rede 07

 

Desde o segundo semestre de 2012, a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais (Seds/MG), por meio de sua Coordenadoria Especial de Prevenção à Criminalidade (Cpec), vem requerendo ao Instituto Elo a produção de novos instrumentos de trabalho para a Política de Prevenção Social à Criminalidade. Nesse contexto, foram desenvolvidos, entre outros, o ‘Plano de Comunicação’, o ‘Plano de captação de recursos’ e um mapeamento regionalizado da rede de serviços e equipamentos públicos do estado alinhados ao enfrentamento do tráfico de pessoas e ao atendimento de suas vítimas.

Para o diretor institucional do Instituto Elo, Alexandre Compart, os estudos foram concebidos e planejados de acordo com as necessidades que a Política e os programas de prevenção vinham apresentando: “Todos os programas foram contemplados nestes estudos, que, a curto e médio prazo, servirão para direcionar algumas ações da Prevenção nos próximos semestres. Tais instrumentos reúnem informações que subsidiarão o planejamento de ações que qualifiquem ainda mais o atendimento final aos usuários de todos os programas”.

É o caso, por exemplo, do ‘Estudo sobre as oportunidades de apropriação do espaço urbano por parte dos jovens beneficiários do Programa de Controle de Homicídios Fica Vivo!’, realizado em 2012. O objetivo desse estudo foi mensurar a dimensão da oferta, pelo programa, de espaços e oportunidades de apropriação do espaço urbano por parte dos jovens. O estudo levou ao entendimento de que seria necessário o aprimoramento da gestão da execução dos projetos locais de circulação. O novo formato de gestão desses projetos já foi implementado, sendo que as comunidades do Barreiro, Ribeiro de Abreu e Taquaril, em Belo Horizonte, e Citrolândia, Nova Contagem e PTB, na região metropolitana, estão sendo as primeiras beneficiadas.

Exemplo de outro produto desenvolvido com base nos recentes diagnósticos e planos é a ‘Base de dados para registro e acompanhamento dos atendimentos aos usuários do PETP’, que auxiliará a equipe do programa no registro dos dados de todos os seus beneficiários, e dará ao PETP condições de reunir informações necessárias ao seu monitoramento efetivo.

Segundo Alexandre Compart, este é um momento especial para o Instituto Elo, em que a instituição aparece contribuindo de maneira mais efetiva para o Termo de Parceria. “O estado tem reconhecido a capacidade do Instituto Elo e nós estamos buscando apoiar a Política de Prevenção em mais áreas, além da gestão, como no caso da comunicação. Ou seja, trata-se de um momento de especial qualificação não só na parte técnica dos processos de trabalho, mas também na relação entre os parceiros”, destaca. 

Reforçando essa linha de pensamento, o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento Técnico do Instituto Elo, Fabiano Neves, considera que essa aproximação entre Seds e Instituto está inserida em um processo de aprimoramento da relação entre a OSCIP e o Órgão Estatal Parceiro: “Cada dia mais nós estamos inseridos em questões técnicas que ultrapassam os trabalhos com a gestão de pessoal e financeira, e estamos vinculados com ações que têm um impacto direto na gestão técnica dos programas”. 

Simplificando o dia a dia

Falando em gestão técnica dos programas, a Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (Ceapa) e o Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp) já utilizam planilhas criadas pelo Departamento de Monitoramento de Projetos do Instituto Elo há cerca de dois anos (saiba mais). 

Para a supervisora metodológica da Ceapa, Daniela Melo da Silva, o banco de dados do programa oferece uma análise mais abrangente dos atendimentos e dos trabalhos realizados pelas equipes técnicas. “Ao analisar os dados colhidos no dia a dia de trabalho e os casos recebidos em dado período, as equipes podem perceber a necessidade de uma intervenção conjunta com os programas de base local ou acionar a rede parceira, por exemplo”, constata. 

Fabiano Neves acrescenta que “estes documentos já estão em fase de atualização e serão incorporados, também, ao trabalho das equipes do Programa Mediação de Conflitos, para o acompanhamento dos casos recebidos”.

Na avaliação do supervisor do Termo de Parceria, Henrique Carvalho, o estreitamento da cooperação entre Instituto Elo e a Seds contribui para a construção de possibilidades de trabalho inovadoras. Ele aproveita o momento especial para enfatizar o verdadeiro sentido do modelo de parceria entre sociedade civil organizada e poder público, que fundamenta a Política de Prevenção. “Ao partilharmos as ações, obtemos resultados muito melhores do que conseguiríamos se fossem feitas de maneira autônoma”, acredita.

 

 
Centros de Prevençao citados na matéria:
 

CPC Citrolândia

Rua José Mariano, 743
Vila Nova – Betim/MG
(31) 3531-1223 | 2345

Conjunto Esperança/Vila Cemig
CPC Conjunto Esperança/Vila Cemig
Rua A, 10
Conjunto Esperança/Vila Cemig – Belo Horizonte/MG
(31) 3381-5557 | 5712

CPC Nova Contagem
Avenida VP01, 1.516 - 2º andar
Nova Contagem – Contagem/MG
(31) 3392-8091 | 8039

CPC PTB
Rua Rio Jaspes, 104
Jardim Santa Cruz – Betim/MG
(31) 3592-9419 | 9508

CPC Ribeiro de Abreu
Rua Feira de Santana, 12
Ribeiro de Abreu – Belo Horizonte/MG
(31) 3435-9583 | 3434-2540

CPC Taquaril
Rua Francisco Xeres, 120
Taquaril – Belo Horizonte/MG
(31) 3483-2366 | 2364
 
 
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